O giz que coloriu meus sonhos

Adelson Cheibel Simões

Nº6, 23 de Janeiro de 2025

Lembro-me com carinho daquela sala de aula, com suas paredes amareladas e a lousa verde-escura. O cheiro de giz e papel, uma sinfonia que ecoava pelos corredores da escola, era como um chamado para um mundo de descobertas. A professora, com seu olhar doce e paciente, segurava um pedaço de giz branco e, com traços firmes, desenhava letras e números que se transformavam em pontes para o conhecimento.

Cada aula era uma aventura. A professora não se limitava a transmitir informações, mas nos convidava a construir o nosso próprio aprendizado. As perguntas eram estimuladas, e as respostas brotavam espontâneas, como flores em um jardim bem cuidado. Aquele ambiente acolhedor e desafiador despertava em nós a curiosidade e o desejo de aprender cada vez mais.

Os livros, com suas capas coloridas e cheias de histórias, eram tesouros a serem explorados. Mergulhávamos em mundos fantásticos, conhecíamos personagens incríveis e aprendíamos lições valiosas para a vida. A leitura era um portal para outros lugares e outras épocas, expandindo nossos horizontes e enriquecendo nosso vocabulário.

A escola era muito mais do que um lugar para estudar. Era um espaço de socialização, onde fazíamos amigos para a vida toda. As brincadeiras no pátio, os jogos e as conversas nos intervalos eram momentos inesquecíveis. A escola nos ensinou a importância da amizade, da cooperação e do respeito ao próximo.

Com o passar dos anos, a escola deixou de ser apenas um prédio e se tornou um lugar especial em nossos corações. As lembranças daqueles tempos permanecem vivas em nossa memória, como um tesouro a ser guardado para sempre. A professora, com sua dedicação e paixão pelo ensino, foi uma grande inspiração para nós. Graças a ela, aprendemos a amar o conhecimento e a buscar sempre novos desafios.

Hoje, quando olho para trás, vejo que a escola foi muito mais do que um simples processo de ensinar e aprender. Foi uma jornada de autoconhecimento, de crescimento pessoal e de formação de valores. Aquele giz branco, que antes rabiscava letras e números na lousa, coloriu meus sonhos e me proporcionou uma base sólida para construir meu futuro.

Agora sou eu com minhas limitações e convicções tentando de alguma maneira despertar este sonho que outrora despertaram em mim. O conhecimento é uma aventura. É um desafio. É um lamento por transformação, mas sobretudo é libertação. É a capacidade de pensar e propor ideias, posições e o mais importante é a capacidade de despertar no outro os sonhos de ser um sujeito melhor, de um país melhor, de um mundo melhor…

Quem sou eu

Doutorando em Educação pelo Programa de Pós-graduação da Universidade Federal do Maranhão. Mestre em Filosofia pela Universidade Federal de Santa Maria UFSM 2012 / 2013. Graduado em Filosofia (2010) e Graduado em Pedagogia pela Faculdade do Baixo Parnaíba FAP (2019). Professor da Faculdade do Baixo Parnaíba – FAP. Trabalha com pesquisa na área de Políticas de Avaliação da Educação Básica. É membro do grupo de pesquisa da Rede Nordeste em Avaliação em Larga Escala sobre Políticas de Avaliação da Educação. Pesquisa também Políticas de Educação Afrobrasileira e Indígena, a partir das leis 10.639/2003 e 11.645/2008. Se interessa por Filosofia contemporânea, Ética e Política. Políticas Educacionais da Educação Básica. 

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BA Business Management